TEMPO, SEU MAIOR ATIVO

A percepção do tempo e da importância que ele tem para a sociedade vem mudando ao longo dos anos e, a cada dia que passa, percebe-se que esse é o bem mais valioso que o indivíduo tem à sua disposição, embora, infelizmente, ele seja finito. Sendo assim, saber como utilizá-lo da melhor e mais eficiente maneira é fundamental para o bem-estar, para a felicidade e a vida de qualquer pessoa. Partindo desse pressuposto, gerenciar os minutos que dispendemos para algumas atividades durante o dia tornou-se essencial.

 

Outro aspecto que deve ser considerado nesta equação não é apenas o tempo livre, mas o quanto custa cada hora perdida dentro do conjunto das nossas prioridades, comparativamente ao valor da nossa hora de trabalho e ao que ela pode representar em termos de ganhos auferidos com o melhor aproveitamento do nosso tempo. Se considerarmos como referência o valor de cada hora trabalhada de diretores, presidentes ou executivos de multinacionais, que possuem salários que ultrapassam centenas de milhares de reais, por exemplo, cada minuto perdido para se locomover custa muito aos acionistas. Por isso, o tempo é um importante ativo que precisa ser considerado e equacionado pelo gestor.

 

Com o passar dos anos, o mercado percebeu a necessidade de criar saídas mais inteligentes, eficientes e menos onerosas para otimizar o tempo das pessoas e auxiliar no gerenciamento empresarial.

 

Um modelo que vem crescendo bastante, e chamado atenção das empresas e dos executivos, é a compra compartilhada de jatos e helicópteros, que possibilitam viagens mais rápidas, pesam menos no bolso e demandam menos ou nenhum trabalho na administração desses bens. A economia compartilhada, que engloba tanto a compra como o aluguel de bens, é uma tendência constatada em pesquisa realizada pela PricewaterhouseCoopers com foco na geração Y. Segundo 78% dos entrevistados, o compartilhamento de bens constrói uma comunidade mais forte, enquanto 83% concordam que esse tipo de negócio torna a vida mais conveniente e eficiente. Nesse contexto, a previsão é que a economia de compartilhamento siga crescendo no mundo todo e chegue a movimentar US$ 335 bilhões por ano em 2025.

 

Atualmente, adquirir uma aeronave executiva por meio de propriedade compartilhada, passou a ser não só uma questão de luxo, mas muito mais sobre a forma de consumir, uma forma mais inteligente, conveniente e, inclusive, sustentável, em que se compartilha o bem com outras pessoas ou empresas, economizando tempo e dinheiro. Esse tipo de negócio é uma solução que atende às necessidades de uma sociedade que tem cada vez menos tempo livre e que valoriza muito as experiências individuais, a qualidade de vida e a sustentabilidade. Por isso, é uma tendência que só tende a se fortalecer, no contexto de uma sociedade mais consciente sobre o consumo.